sábado, 29 de novembro de 2008

Pai sequestra filho de quatro meses em Leopoldina e ameaça jogá-lo de 3º andar de prédio

Policiais Militares de Leopoldina foram abordados, no final da tarde desta quinta-feira, 27, por Priscila Gatti Sodré acusando seu marido, Alexandre Sodré da Silva, de 25 anos, de ter sequestrado o filho do casal, de apenas quatro meses, em seu apartamento, sob a ameaça de uma faca.

Ao chegar ao local, a PM se deparou com Alexandre que estava bastante transtornado e da janela do apartamento dizia para ninguém subir, pois, mataria e jogaria a criança pela janela do terceiro andar do apartamento do casal.

Diante dos acontecimentos a policia interditou a rua e foram colocados cobertores em forma de rede, caso o rapaz concretizasse as ameaças. A situação era de muita hostilidade. Alexandre insultava contstantemente os policiais com palavrões e ofensas e sempre enfatizando que era fã dos “Nardonis”, fazendo alusão ao casal acusado de jogar a filha Isabella Nardoni pela janela, em São Paulo, em março deste ano.

O caso foi comandado pelo capitão Cerqueira que chegou a subir até o apartamento. Alexandre, temendo uma ação mais violenta da PM, montou barricadas com móveis na porta de acesso à casa . O Capitão , no entanto, iniciou as negociações com o rapaz, tentando convencê-lo a abrir a porta, entregar a criança e se entregar.

Após algumas conversas, Alexandre abriu uma fresta na porta e os militares, numa ação perigosa, conseguuiram invadir o apartamento. Alexandre, teria corrido para um dos quartos com o menino e colocou uma faca sobre o dorso da criança que estava nua e fazia gestos de esfaqueamento, chegando a encostar a faca nas costas do filho e repetindo que iria matá-lo caso os policiais se aproximassem.

O Capitão Cerqueira voltou a negociar com Alexandre que, após logo e tenso diálogo, aceitou entregar o filho, com exigências de que não serria algemado e seria conduzido para a delegacia em um carro particular.

A PM acatou os pedidos do rapaz e ele foi conduzido à delegacia de Leopoldina em um táxi, escoltado pelos policiais e preso em flagrante. A criança foi conduzida ao hospital local.

Invasão

O caso de Leopoldina nos faz lembrar de outros casos semelhantes ocorridos no Brasil nos últimos meses como caso da família Nardoni, que foi intensamente exposto pela mídia. Essas situações nos faz refletir sobre esses acontecimentos e o sensacionalismo feito pelos veículos de comunicação de todo país, que em busca de grandes audiências exploram casos como esse, onde pessoas se identificam com os criminosos, vindo a praticar atos parecidos como o tal. Temos que repensar essas atitudes e repreendê-las, não que isso abone as atitudes, nesse caso, do "pai de Leopoldina".

Outra fato que nos chama a atenção e merece um olhar mais atento é sobre o preparo de policias para conduzirem esse tipo de situação. Será que o Capitão, que comandou a operação em Leopoldina, agiu de forma correta, ao invadir o apartamento? Será que a polícia militar mineira que atua no interior do estado, está preparada para agir em momentos como esse?

Fica essa reflexão para que todos os cidadãos questionem os setores responsáveis e reflitam sobre os acontecimentos e a banalização da vida que vem ocorrendo em nosso país.

Willian Chaves com informações do Portal Click Muriaé

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