terça-feira, 20 de maio de 2008

Investigações sobre morte de João Ramos seguem sem suspeitos

O prefeito de Mariana, Celso Cotta (PMDB), prestou depoimento ontem à Polícia Civil, no inquérito que investiga o assassinato do ex-prefeito João Ramos Filho (PTB), que se preparava para disputar novamente o comando do município nas eleições de outubro.


Segundo o delegado Wagner Pinto de Souza, responsável pelas investigações, a prioridade no momento é identificar a motivação do crime. A polícia trabalha com três hipóteses: crime político, latrocínio e uma terceira possibilidade não informada pela corporação.

João Ramos Filho, que administrou Mariana três vezes, foi assassinado quinta-feira, com quatro tiros, na MG-262, quando voltava de carro do seu posto de combustível na rodovia. Os disparos foram feitos por um homem que estava na garupa da motocicleta que emparelhou com o veículo. A cozinheira do ex-prefeito, que estava no carro, teve a bolsa roubada, mas não se feriu. A Polícia Civil ainda não tem pista da moto usada pelos assassinos.


Desde o dia do crime, a corporação tomou mais de 10 depoimentos, segundo o delegado. “Todas as pessoas que tinham relacionamento com a vítima serão ouvidas”, informou. Conforme o prefeito Celso Cotta, que esteve por cerca de uma hora no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), em Belo Horizonte, para prestar depoimento, cujo teor não divulgado, o comparecimento à Polícia Civil ocorreu por sugestão própria.

O delegado afirmou, no entanto, ter pedido a Cotta que fosse ao Deoesp depois de conversa com ele. Cotta, que pretende lançar o vice, Roque Camilo (PSDB), na sucessão em Mariana, afirmou não saber se o crime trará reflexos na campanha pela prefeitura. Disse apenas que o assassinato “é uma mancha ruim na história política da cidade”. Sobre o depoimento, Cotta afirmou ter repassado ao delegado informações sobre personagens da política em Mariana.





Alianças


O crime fez com que o PTB acelerasse as negociações com outros partidos para fechar alianças na disputa pela Prefeitura de Mariana. No velório de João Ramos, o filho dele, Fábio Ramos (PTB), afirmou que será o substituto do pai na campanha. Ontem, o presidente da legenda em Mariana, Ildeu Alves, esteve em Belo Horizonte para encontros com representantes do PSC, PP e PRTB. Ildeu quer ainda se reunir com PDT e PR. “Vamos convidar todos para fechar um blocão em Mariana”, anunciou.

Ildeu Alves se encontrou ainda com o deputado federal Paulo Abi Ackel (PSDB). João Ramos era um dos principais aliados do parlamentar em Mariana. Nas eleições de 2006, o deputado teve 3.764 votos na cidade. Paulo Abi Ackel também emprega Fábio Ramos no seu escritório parlamentar em Belo Horizonte. Segundo o deputado, no entanto, ainda é cedo para negociações em torno da sucessão em Mariana.
FONTE: UAI

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